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Necessita-se doadores de sangue para o HC Goiânia

          Recebi este e-mail ontem, e peço ajuda para o José Altino. Eu ainda não posso doar sangue (finalmente perguntei pro meu médico, ainda vou ter que esperar uns dois anos e meio), mas quem puder ajudar, por favor, dê um pulo no Hospital das Clínicas de Goiânia.

Prezados amigos do Corpo de Bombeiros e Faculdades de Goiânia.

O paciente de purpura trombocitopenica trombotica, Sr. José Altino Stabile, residente em Uberlândia - MG, em tratamento no Hospital das Clínicas de Goiânia, precisa repor 15 bolsas de sangue ao banco de sangue do Hospital. Infelizmente não dispomos de banco de doadores nesta cidade para divulgar, sendo assim, entro em contato com vocês para que façam esforço de divulgarem e conseguirem a reposição do sangue no banco de sangue do Hospital das Clínicas de Goiânia, em nome de José Altino Stabile.

 Local para doação de sangue:

 Hospital das Clínicas de Goiânia

Banco de Sangue, das 7h às 17h

Telefone, 3269-8296

Primeira avenida s/no. Setor Leste Universitário

A doação de sangue é um ato de extrema importância.

Um abraço.

          Não deu pra colocar quem assinou o e-mail, mas ele foi enviado pela Critiane, da ABRASTA / ABRALE de São Paulo. Goianienses (e outros que estiverem por aqui) que puderem ajudar, por favor, auxiliem o José Altino. Para a maioria de nós, é só uma agulha... Para ele, pode ser a diferença entre viver e morrer.  



Escrito por Rejane às 22h11
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Linfoma não-Hodgkin novamente na mídia (parte II)

          Aí está o link da reportagem que o Fantástico veiculou sobre o caso do ator Reynaldo Gianecchini. De quebra, eles passaram várias informações sobre linfomas, como tipos principais, sintomas mais comuns e algumas formas de tratamento. Também falaram sobre a importância do apoio mútuo para o combate à doença, e mostraram um pouquinho sobre o trabalho da ABRALE. Enfim, para quem não assistiu, vale a pena dar uma conferida: http://www.youtube.com/watch?v=3ZZcJIteXr8 .



Escrito por Rejane às 08h50
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Linfoma não-Hodgkin novamente na mídia (parte I)

          Por causa das minhas obrigações com meu trabalho e da pilha de livros que tenho que ler para corrigir os capítulos da minha dissertação (sim, já estou surtando por conta da qualificação), estou por fora das notícias do mundo há um bom tempo. Isso não deixa de causar algumas surpresas: por exemplo, quando li a notícia que o Itamar Franco tinha morrido, imediatamente demonstrei minha surpresa para meu pai, ao que ele replicou dizendo que já fazia uns cinco dias que ele tinha sido cremado... Ainda continuo com esta rotina de ler notícias atrasadas, e desta vez fui surpreendida com a notícia de que o ator Reynaldo Gianecchini foi diagnosticado com linfoma não-Hodgkin.

          A imprensa já está fazendo uma ampla cobertura do caso, com a divulgação periódica de boletins médicos sobre o estado de saúde do ator. Junto, vem toda a divulgação sobre a doença, quais são seus sintomas, como ela se desenvolve no organismo, quais são suas formas de tratamento, os exames mais usados para seu diagnóstico. Mas o efeito que eu considero mais interessante quando algum político ou artista é diagnosticado com este tipo de câncer é que alguns holofotes também são lançados sobre como os cidadãos comuns vêm recebendo tratamento para diagnosticos semelhantes. Em 2009, quando a nossa atual presidente da República foi diagnosticada com a mesma doença, a mídia trouxe à tona que o Rituximab (ou Mabthera), medicamento de alto custo para tratamentos de linfoma idêntico ao da então ministra da Casa Civil, não era disponibilizado para pacientes anônimos pelo SUS. Na época, houve uma mobilização muito grande de pacientes e associações para que se melhorasse as condições dos tratamentos onco-hematológicos no país. No mesmo ano, a ANS também fez consulta pública para ampliar o seu rol de procedimentos básicos, o que acarretaria uma maior cobertura de especialidades, tratamentos e exames por parte dos planos de saúde particulares do Brasil.

          É claro que isto não foi o suficiente para melhorar o tratamento dos pacientes comuns, mas foi um ponto de partida para que se olhasse esta questão. E apesar dos chuviscos, parece que a seca está de volta: segundo a jornalista Patrícia Rizzo, da Rádio Jovem Pan de São Paulo, o Mabthera deixou de ser disponibilizado pela rede pública de saúde de São Paulo. Embora esta notícia esteja um pouco atrasada (ela é de 14 de março de 2011), eu não acredito que a situação tenha sido revertida ainda (quem quiser pesquisar e me informar o que está acontecendo, por favor, fique à vontade). O link para esta notícia é: http://ucho.info/governo-de-dilma-rousseff-interrompe-distribuicao-de-medicamento-para-tratamento-de-cancer-linfatico . Também já escrevi no texto anterior sobre os problemas enfrentados pelo Hospital Araújo Jorge, em Goiânia: a falta de medicamentos do hospital tem repercutido no tratamento dos pacientes, que muitas vezes são mandados para casa sem fazer a sessão de quimioterapia que necessitam.

          Defiinitivamente, sou a última pessoa a desejar que alguém se descubra doente e tenha que passar por este tipo de tratamento. Mas seria bom que pessoas com grande visibilidade na mídia que passaram e/ou passam por este tipo de tratamento se inteirassem sobre os problemas existentes neste campo e ajudassem a pressionar o governo (nas suas diversas esferas) para que haja melhorias efetivas no tratamento onco-hematológico existente no país.

          Por último, mas não menos importante: soube que a ABRALE em Goiás está sem representante... Quando será contratada uma nova (ou novo) representante?



Escrito por Rejane às 20h17
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Duas notícias

          A primeira notícia é sobre o estado aparentemente caótico do Hospital Araújo Jorge (Goiânia / GO). Considerado um hospital de referência para tratamento oncológico na Região Centro-Oeste, pacientes desta unidade estão sofrendo com a falta de quimioterápicos em geral. Segundo o jornal O Popular, esta é a segunda crise que o Araújo Jorge enfrenta este ano, a qual tem feito pacientes que necesitam de tratamento serem dispensados por falta de medicamentos.  Existem relatos de que há pacientes com o tratamento interrompido já por quarenta dias, sendo que a crise atinge também os dependentes de medicamentos de controle para a doença. O Ministério da Saúde, entretanto, afirmou que os repasses de verba à ACCG para a compra de medicamentos estão em dia. A presidente da ACCG afirmou que esta é uma crise pontual e que as medidas necessárias para seu fim já estão sendo tomadas. Mais informações, acessem: http://www.opopular.com.br/cmlink/o-popular/editorias/geral/faltam-medicamentos-b%C3%A1sicos-1.17648 /  http://www.opopular.com.br/cmlink/o-popular/editorias/geral/associa%C3%A7%C3%A3o-prev%C3%AA-solu%C3%A7%C3%A3o-r%C3%A1pida-1.17649 

          Já a segunda notícia é sobre o novo software que a Fundação Nacional do Câncer, principal parceira privada do INCA, disponibilizou para mais de cem hemocentros e laboratórios brasileiros que fazem cadastramento, coleta e exames de compatibilidade de doadores de medula óssea. Com o novo programa, os dados dos doadores passarão a fazer parte do REDOME em tempo real, possibilitando mais controle sobre os dados cadastrais dos doadores. Mais informações no link: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2011/07/14/interna_ciencia_saude,261271/software-vai-tornar-mais-agil-cadastramento-de-doadores-de-medula-ossea.shtml#.Th-Sy_zbx6g.facebook

          Por fim, a Jornada Regional ABRALE / ABRASTA que iria acontecer mês passado em Goiãnia foi adiada para o segundo semestre, mas ainda não tem uma data definida. Assim que souber mais notícias sobre ela, escrevo mais um post.



Escrito por Rejane às 15h28
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Goiânia, 04 de junho: Jornada Regional ABRALE / ABRASTA

          Está programado para o próximo dia 04 de junho, em Goiânia / GO,  a Jornada Regional ABRALE / ABRASTA. Esta jornada tem como objetivos discutir os tratamentos mais atuais para portadores de talassemia e doenças onco-hematológicas, assim como fazer um levantamento da situação dos pacientes destas patologias no estado. O público-alvo é multifacetado, indo tanto de pacientes destas doenças a profissionais da saúde interessados nas respectivas áreas. Segue abaixo o folder da jornada com maiores informações:

 

          Além da jornada, ontem li uma outra boa notícia. João Daniel de Barros, um garotinho de cinco anos paciente de leucemia, fez aumentar o número de doadores de medula óssea na cidade de Maringá / PR. Em tratamento desde 2007, sua história se tornou conhecida naquela cidade ano passado, e neste ano ele foi protagonista de uma campanha municipal para doação de medula. Desde então, o crescimento do número de doadores no hemocentro de Maringá aumentou em 35%, e a ideia agora é estender a iniciativa a outras cidades. Apesar da boa notícia, o João Daniel ainda não achou um doador para ele. Deem uma olhada  na história completa: <http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/914460-no-parana-garoto-com-leucemia-estimula-doacoes-de-medula.shtml>.

 

 



Escrito por Rejane às 18h37
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Negligência?

          Quando estive em tratamento, uma professora de minha faculdade teve que se tratar de um câncer de mama. Assim que soube da notícia, mandei um e-mail perguntando como ela estava; ela respondeu e desde então temos trocado figurinhas sobre nossos respectivos tratamentos. Assim como eu, ela ficou bem. Mas não tive que passar pelo segundo susto que ela enfrentou no final do ano passado e início deste ano.

          Fazendo exames de rotina, ela descobriu que estava com um tumor na tireoide. Por sorte o câncer foi detectado no início, mas ela teve que entrar de licença novamente para se tratar. Minha professora teve que retirar a tireoide e se submeter a uma sessão de iodoterapia. Agora ela está bem de novo, se recuperando deste novo susta ao mesmo tempo que faz mil planos para o próximo semestre letivo.

          Liguei para ela para saber como estava. Conversando sobre o acontecido, ela disse que teve que enfrentar este novo câncer devido à radiação periférica recebida durante o tratamento do câncer de mama em 2008. Se naquela época ela tivesse usado uma proteção contra esse tipo de radiaçaõ para as partes mais sensíveis e próximas do local que estava sendo tratado, muito provavelmente minha professora não teria passado pelo tratamento da tireoide este ano. Ah, sim, ela não usou esta proteção apesar de ter feito a radioterapia em um hospital que é considerado referência em oncologia em meu estado.

          Antes que várias pessoas entrem em pânico e sintam os mesmos calafrios que senti quando ouvi a história dela, devo dizer que nem todo mundo que se submete à radioterapia apresenta este tipo de efeito colateral - assim como nem todo mundo que se submete a este tratamento sem nenhum tipo de proteção necessariamente vai ter que se tratar de um novo câncer no futuro. Até onde sei, ela foi a única pessoa "premiada" por causa disso. Mas todos nós sabemos que este procedimento não é isento de riscos, claro. Porém, eles podem ser diminuídos se técnicos, médicos, clínicas e hospitais conscientizarem seus pacientes de todos os riscos e proporcionarem a eles o uso de proteção adequada para a diminuição dos mesmos. Neste caso, nada melhor que discutir a questão com seu médico assistente. 

          Vou terminar com outra sugestão de leitura. Para quem ainda não conhece, acessem o link para a reportagem sobre Aidan Reed, um garoto estadunidense de 5 anos que conseguiu pagar o próprio tratamento contra leucemia vendendo seus desenhos pela internet: . É uma história inspiradora!



Escrito por Rejane às 11h13
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Doe sangue, doe medula, salve vidas!

          Entrei no blog da Adelane, que é a representante ABRALE / ABRASTA em Fortaleza, e vi dois posts superbacanas, que reforçam a campanha do Palco Solidário feita aqui no último sábado. O primeiro post que ela fez foi sobre a campanha que a blogueira Jacqueline Brandão está fazendo para que as pessoas vão doar sangue no Hemocentro de Fortaleza. Deem uma olhada na foto, não é Um Loosho?

imagem retirada do blog Um Loosho

Segundo a Jacqueline, não precisa ser blogueira pra participar! O importante é doar, seja o dia que for, e onde você morar. A doação de uma pessoa pode salvar até QUATRO vidas!

Para doar é muito fácil! Basta:

- Estar saudável;
– Apresentar um documento com foto, emitido por órgão oficial e válido em todo o território nacional;
– Ter entre 18 e 65 anos de idade;
– Ter mais de 50kg;
– Estar bem alimentado;
– Não ter comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis.

DOAR SANGUE É SEGURO:

A doação não traz danos para o doador, já que o sangue doado é rapidamente reposto pelo próprio organismo. A quantidade de sangue coletada é de aproximadamente 450ml, ou seja, menos de 10% do volume em circulação no corpo. Logo após a doação o organismo começa a trabalhar para compensar a quantidade retirada, em 24 horas o volume será o mesmo e outros fatores e células do sangue estarão em níveis anteriores à doação em alguns dias.

A Jacqueline ainda dá um lembrete: aproveite para se cadastrar como doador de medula óssea enquanto faz a doação de sangue. Acessem o blog: http://umloosho.wordpress.com/2011/02/15/doar-sangue-e-um-loosho/


Esse lembrete me leva ao segundo post da Adelane. Ela colocou no blog dela o link para uma notícia  publicada no site do jornal O Povo. Nessa reportagem, é contada um pouquinho da história do Kaio, um garoto de quatro anos que conseguiu achar uma medula compatível na Alemanha. A reportagem também dá informações básicas sobre como ser doador de medula óssea. Para informações mais detalhadas, procure o Hemocentro mais próximos de vocês. Para quem quiser ler a história do Kaio completa, é só acessar: http://www.opovo.com.br/app/opovo/fortaleza/2011/02/19/noticiafortalezajornal,2104453/kaio-consegue-doador-na-alemanha.shtml

Eu também não posso deixar de indicar o blog da Adelane: http://nucleoabralefortaleza.zip.net/. Não há um post que não valha a pena ser lido.

Por fim, antes que me perguntem: eu ainda não posso doar sangue, meu médico ainda não liberou... prometo perguntar sobre isso na próxima consulta. Até lá, continuo trabalhando só na divulgação.

 

 

 



Escrito por Rejane às 23h26
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Palco Solidário - Edição Sangue Bom

            Dia 19 aconteceu em minha cidade o Palco Solidário – Edição Sangue Bom. Idealizado pela radialista Patrícia de Oliveira, este evento consistia em 10 horas seguidas de apresentação de músicos locais com o objetivo de mobilizar o público em prol da doação de sangue. Ao mesmo tempo, também estavam sendo arrecadados alimentos e roupas para instituições beneficentes.

            O projeto começou a partir da história de uma conhecida dela, que estava em tratamento médico. A Patrícia ficou penalizada com a situação dessa conhecida, e ficou maquinando uma maneira de ajudá-la. Até que o namorado da paciente deu um toque: “se você quer ajudar, doe sangue, pois ela precisa de transfusão”. Foi uma ótima ideia, embora a Patrícia tenha explicitado que não é nem um pouco fã de agulhas – morre de medo delas, na verdade. Apesar disso, encarou o desafio na maior boa vontade, mesmo que tremendo nas bases.

            Depois de fazer a doação, a Patrícia percebeu o quanto o processo é simples e o quanto ele é importante para quem precisa. Também percebeu que muita gente não doa por falta de informação. Resolveu então colocar a mão na massa: pediu o apoio das cantoras Vanessa Oliveira e Cejane Verdejo e das bandas Fantoches Anônimos e Justo! para que houvesse o show. Conseguiu o apoio de um grande banco de sangue particular daqui, que distribuiu material informativo e disponibilizou uma assistente social para falar sobre a importância da doação de sangue. Divulgou o evento na rádio e na televisão, ajudando a informar a população sobre o assunto. E entrou em contato com a representante regional da Associação Brasileira de Talassemia (ABRASTA) para que ela reforçasse a importância da doação de sangue.

            E foi assim que eu fui parar no evento. Afinal, a Eliana não é só representante da ABRALE, é também representante da ABRASTA em minha cidade. Por tabela, eu não sou voluntária só da ABRALE, também sou voluntária da ABRASTA. Mas ela não precisou se esforçar muito para me convencer a participar, topei de cara ir ao evento, por motivos bem simples: é importante para muita gente, inclusive para a própria Eliana, que é paciente de talassemia major. No caso dela, é necessário que ela faça transfusão de 10 em 10 dias, e sei o quanto é difícil para ela conseguir doadores.

            O evento aconteceu em um bar das 14h às 0h do dia 19. Quando cheguei, o material informativo sobre a doação de sangue estava distribuído entre as mesas, então colocamos também o material informativo da ABRASTA. O evento foi coberto pelas filiadas locais da TV Globo e TV Cultura. A Joana, assistente social do banco de sangue, disse que era a primeira vez que ia fazer uma palestra em um evento organizado em um bar, pois era mais comum ela ir a escolas, faculdades, empresas. Mas ela achou que esta foi uma ótima oportunidade de divulgação da importância da doação de sangue, e espera que este primeiro evento seja o primeiro de muitos.

            A Eliana deu o depoimento como paciente e como representante. Num primeiro momento, ela teve que explicar o que era a talassemia, e quais as implicações que essa doença tem na vida dela. Essa é uma doença de origem genética e que até o momento não tem cura. A talassemia é uma anemia hereditária causada pelo mau funcionamento da medula óssea, que é o tecido que produz as células do sangue. A medula do talassêmico produz os glóbulos vermelhos menores e com menos hemoglobina (componente dos glóbulos vermelhos responsável pelo transporte de oxigênio no nosso corpo), o que causa a anemia. Para corrigir esse problema, quem tem a doença tem que fazer transfusão de tempos e tempos (de acordo com o caso), além de usar medicação específica. Após, ela falou um pouquinho sobre o trabalho da ABRASTA, que é levar informação e fornecer apoio aos pacientes, e passou o endereço do site e telefones de contato para maiores informações.

            Vale a pena lembrar que a doação de sangue é importante para várias pessoas: acidentados, pacientes com câncer, hemofílicos, pacientes que fizeram cirurgias... A lista é extensa e as doações, infelizmente, são pequenas. Portanto, quem puder procure o Hemocentro mais próximo de vocês, ou bancos de sangue particulares. Ah, sim, para doar sangue é preciso:

 

  • Ter boas condições físicas;
  • Ter idade entre 18 e 65 anos;
  • Pesar mais de 50 quilos;
  • Que sua última doação tenha sido há mais de 90 dias (para mulheres), ou há mais de 60 dias (para homens) e 180 dias (para maiores de 60 anos);
  • Não estar grávida e não ter tido parto ou aborto há menos de 3 meses;
  • Estar fora do período de amamentação;
  • Não ter tido gripe ou febre nos últimos 15 dias antes da doação;
  • Nunca ter tido malária;
  • Não apresentar fator de risco ou histórico de doenças infecciosas transmissíveis por transfusão (hepatite após os 10 anos de idade, Hepatite B ou C, Doença de Chagas, Sífilis, AIDS, HTLV I/II);
  • Não ter feito tatuagem há menos de um ano;
  • Não ter diabetes ou epilepsia.

 

Observação:

  • O uso de medicamentos, tratamento dentário, acupuntura e piercing serão avaliados individualmente;
  • A menstruação não exclui a doação.

 

 

Com o documento de identidade oficial e ter se alimentado, dirija-se ao banco de sangue. Após o almoço, faça intervalo de 3 horas. Ao chegar ao banco de sangue, será feita uma avaliação para certificar se você está em condição de doar.  Mulheres podem doar até 3 vezes por ano, e homens podem doar até 4 vezes ao ano.

Enfim, o evento foi ótimo, e espero participar e ajudar cada vez mais em iniciativas do gênero. Para quem quiser mais informações sobre o evento e notícias sobre o mundo da doação de sangue, é só entrar nos links abaixo:

Facebook: Comunidade Sangue Bom

Blog da Patrícia: prettypaty.blogspot.com

Lista de hemocentros no país: http://www.prosangue.sp.gov.br/prosangue/actionblog.do?method=listaimagens

ABRASTA: www.abrasta.org.br  /  0800-773-9973

 

          Segue abaixo algumas fotos do evento:

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Rejane às 01h36
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Para ler e pensar

Recebi hoje esta entrevista por e-mail. Li, procurei na internet pra ver se ela era real, e achei interessante passá-la adiante. Provavelmente muitos devem ter lido, já que ela saiu em uma revista de grande circulação nacional (eu conferi a edição on-line da revista, não sei se saiu na versão impressa). É algo para ler e pensar.

Na semana passada, o vice-presidente da República, José Alencar, de 77 anos, deu início a mais uma batalha contra o câncer. É o 11º tratamento ao qual ele se submete na tentativa de controlar o sarcoma, um câncer agressivo e recidivo, diagnosticado pela primeira vez em 2006. A abordagem de agora consiste em quatro sessões semanais de quimioterapia. A químio foi decidida pelos médicos uma vez que o câncer de Alencar, com vários nódulos na região do abdômen, não respondeu a uma medicação ainda em fase experimental, em testes no hospital MD Anderson, centro de excelência em pesquisas oncológicas, nos Estados Unidos. Desde o início desse tratamento, em maio, o sarcoma cresceu cerca de 30%. A químio é uma tentativa de conter o alastramento do tumor. Visivelmente abatido, quase 10 quilos mais magro, Alencar recebeu a repórter Adriana Dias Lopes na sala 215 do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, enquanto passava pela primeira sessão de químio. O encontro durou cerca de uma hora. Nos primeiros dez minutos, o vice-presidente comeu dois hambúrgueres e tomou um copo de leite. Alencar chorou duas vezes. Ao falar de seus pais e da humildade, a virtude que, segundo ele, a doença lhe ensinou.

Como o senhor está se sentindo?
Está tudo ótimo: pressão, temperatura, coração e memória. Tenho apetite, inclusive – só não como torresmo porque não me servem. O meu problema é o tumor. Tenho consciência de que o quadro é, no mínimo, dificílimo – para não dizer impossível, sob o ponto de vista médico. Mas, como para Deus nada é impossível, estou entregue em Suas mãos.

Desde quando o senhor sabe que, do ponto de vista médico, sua doença é incurável?
Os médicos chegaram a essa conclusão há uns dois anos e logo me contaram. E não poderia ser diferente, pois sempre pedi para estar plenamente informado. A informação me tranquiliza. Ela me dá armas para lutar. Sinto a obrigação de ser absolutamente transparente quando me refiro à doença em público – ninguém tem nada a ver com o câncer do José Alencar, mas com o câncer do vice-presidente, sim. Um homem público com cargo eletivo não se pertence.

O senhor costuma usar o futebol como metáfora para explicar a sua luta contra a doença. Certa vez, disse que estava ganhando de 1 a 0. De outra, que estava empatado. E, agora, qual é o placar?
Olha, depois de todas as cirurgias pelas quais passei nos últimos anos, agora me sinto debilitado para viver o momento mais prazeroso de uma partida: vibrar quando faço um gol. Não tenho mais forças para subir no alambrado e festejar.

Como a doença alterou a sua rotina?
Mineiro costuma avaliar uma determinada situação dizendo que "o trem está bom ou ruim". O trem está ficando feio para o meu lado. Minha vida começou a mudar nos últimos meses. Ando cansado. O tratamento que eu fiz nos Estados Unidos me deu essa canseira. Ando um pouco e já me canso. Outro fato que mudou drasticamente minha rotina foi a colostomia (desvio do intestino para uma saída aberta na lateral da barriga, onde são colocadas bolsas plásticas), herança da última cirurgia, em julho. Faço o máximo de esforço para trabalhar normalmente. O trabalho me dá a sensação de cumprir com meu dever. Mas, às vezes, preciso de ajuda. Tenho a minha mulher, Mariza, e a Jaciara (enfermeira da Presidência da República) para me auxiliarem com a colostomia. Quando, por algum motivo, elas não podem me acompanhar, recorro a outros dois enfermeiros, o Márcio e o Dirceu. Sou atendido por eles no próprio gabinete. Se estou em uma reunião, por exemplo, digo que vou ao banheiro, chamo um deles e o que tem de ser feito é feito e pronto. Sem drama nenhum.

O senhor não passa por momentos de angústia?
Você deveria me perguntar se eu sei o que é angústia. Eu lhe responderia o seguinte: desconheço esse sentimento. Nunca tive isso. Desde pequeno sou assim, e não é a doença que vai mudar isso.

O agravamento da doença lhe trouxe algum tipo de reflexão?
A doença me ensinou a ser mais humilde. Especialmente, depois da colostomia. A todo momento, peço a Deus para me conceder a graça da humildade. E Ele tem sido generoso comigo. Eu precisava disso em minha vida. Sempre fui um atrevido. Se não o fosse, não teria construído o que construí e não teria entrado na política.

É penoso para o senhor praticar a humildade?
Não, porque a humildade se desenvolve naturalmente no sofrimento. Sou obrigado a me adaptar a uma realidade em que dependo de outras pessoas para executar tarefas básicas. Pouco adianta eu ficar nervoso com determinadas limitações. Uma das lições da humildade foi perceber que existem pessoas muito mais elevadas do que eu, como os profissionais de saúde que cuidam de mim. Isso vale tanto para os médicos Paulo Hoff, Roberto Kalil, Raul Cutait e Miguel Srougi quanto para os enfermeiros e auxiliares de enfermagem anônimos que me assistem. Cheguei à conclusão de que o que eu faço profissionalmente tem menos importância do que o que eles fazem. Isso porque meu trabalho quase não tem efeito direto sobre o próximo. Pensando bem, o sofrimento é enriquecedor.

Essa sua consideração não seria uma forma de se preparar para a morte?
Provavelmente, sim. Quando eu era menino, tinha uma professora que repetia a seguinte oração: "Livrai-nos da morte repentina". O que significa isso? Significa que a morte consciente é melhor do que a repentina. Ela nos dá a oportunidade de refletir.

O senhor tem medo da morte?
Estou preparado para a morte como nunca estive nos últimos tempos. A morte para mim hoje seria um prêmio. Tornei-me uma pessoa muito melhor. Isso não significa que tenha desistido de lutar pela vida. A luta é um princípio cristão, inclusive. Vivo dia após dia de forma plena. Até porque nem o melhor médico do mundo é capaz de prever o dia da morte de seu paciente. Isso cabe a Deus, exclusivamente.

O senhor se deu conta da comoção nacional que tem provocado?
Não há fortuna no mundo capaz de retribuir o carinho dos brasileiros. Sou um privilegiado. Você não imagina a quantidade de manifestações afetuosas que tenho recebido. Um dia desses me disseram que, ao morrer, iria encontrar meu pai, falecido há mais de cinquenta anos. Aquilo me emocionou profundamente. Se for para me encontrar com mamãe e papai, quero morrer agora. A esperança de encontrar pessoas queridas é um alento muito grande – e uma grande razão para não ter medo do momento da morte.

O senhor se tornou mais devoto com a doença?
Sou de família católica, mas nunca fui de ir à missa. Nem agora faço isso. Quando a coisa aperta, rezo o pai-nosso. Ultimamente, tenho rezado umas duas, três vezes ao dia.

Se recebesse a notícia de que foi curado, o que faria primeiro?
Abraçaria a Mariza e diria: "Muito obrigado por ter cuidado tão bem de mim".

Disponível em: <http://veja.abril.com.br/090909/estou-preparado-morte-p-78.shtml>. Acesso em: 02 fev. 2011.

 

 



Escrito por Rejane às 19h58
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Campanha do linfoma ABRALE - vídeos

Segue abaixo os links dos vídeos de divulgação da campanha mundial de conscientização sobre linfomas da ABRALE feitos com os atores Lima Duarte e Drica Moraes. Assistam e divulguem!

Lima Duarte: www.movimentocontraolinfoma.com.br

Drica Moraes: http://www.youtube.com/watch?v=FppGuTdvyI4



Escrito por Rejane às 22h19
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Sentença final - parte I

Autos: 0095488.70.2009.8.09.0056

Requerente: REJANE [...]

Requerida: UNIMED [...] COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO.

 

SENTENÇA

 

O art. 38, da Lei 9.099/95, dispensa relatório.

A Requerente ajuizou a presente alegando que firmou com a Requerida o contrato de prestação de serviços de saúde previstos na Lei n.º 9.656/98. Diz que em 25/06/2008, foi diagnosticada portadora do Linfoma de Hodgkin (neoplasia maligna do sistema linfático). Aduz que o médico oncohematologista responsável pelo tratamento da Requerente, [...], em março de 2009, solicitou à requerente para que se submetesse ao exame Positron Emission Tomography (PET) – TC. Assevera que o exame não foi autorizado sob o argumento de que “procedimento não consta no rol”.

Requer, assim, a condenação da Requerida em obrigação de fazer consistente em autorizar e pagar o referido exame na cidade de [...] C/C reparação por danos morais.

Foi deferida liminar na movimentação número 06, dos autos, determinando que a Requerida arcasse com os custos do exame em questão.

A Requerida apresentou contestação e pedido contraposto requerendo a improcedência do pedido e a condenação da Autora ao pagamento da quantia de R$ 3.675,00 (três mil seiscentos e setenta e cinco reais), sob alegação de que o exame em questão não consta no rol previsto no contrato e que por isso não arcou com seu custo inicialmente, só arcando com ele após a determinação judicial liminar.

A parte Autora impugnou a contestação, reiterando os termos do pedido inicial. Juntou, também, novos documentos.

A Requerida, devidamente intimada, manifestou-se sobre os documentos juntados com a impugnação a contestação.

No mérito, o pedido inicial deve ser julgado procedente.

Inicialmente observo que a presente relação jurídica deve ser regulada pelo Código de Defesa do Consumidor, uma vez que a parte Autora enquadra-se no conceito de consumidor (art.2º, CDC) e a parte Requerida no conceito de fornecedora (art. 3º, CDC), todos da Lei 8.078/90.

Os Arts. 47, e 51, inciso IV, e seu § 1º, incisos I, II e III, da Lei 8.078/90, estabelecem respectivamente, que:

 

“Art. 47. As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que:

IV - estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade; ...

§ 1º Presume-se exagerada, entre outros casos, a vontade que:

I – ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que pertence; II – restringe direitos ou obrigações fundamentais inerentes à natureza do contrato, de tal modo a ameaçar seu objeto ou equilíbrio contratual; e III – se mostra excessivamente onerosa para o consumidor, considerando-se a natureza e conteúdo do contrato, o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso”.

 

A Ré pauta sua tese de defesa, sob alegação de que o exame Positron Emission Tomography (PET) – TC não faz parte do rol previsto no contrato e que, por isso, não arcaria com seu custo.

Referida cláusula contratual não está em sintonia com dispositivos legais supramencionados, nem com os novos paradigmas da eticidade, socialidade e operabilidade que norteiam as relação civis, especialmente no que tange ao campo obrigacional.

De acordo com o artigo 47 do Código de Defesa do Consumidor c/c artigo 423 do Código Civil, todas as cláusulas contratuais, inclusive em se tratando de contratos de adesão, devem ser interpretadas de modo mais favorável ao aderente/consumidor.

E para ratificar esse entendimento citarei também, in verbis, alguns trechos do artigo “Os princípios do novo Código Civil e o direito das Obrigações”, de autoria de João Hora Neto, juiz de Direito no Estado de Sergipe, professor de Direito Civil da Universidade Federal de Sergipe (UFS), mestre em Direito Público pela Universidade Federal do Ceará (UFC), especialista em Novo Direito Civil pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL) - Fonte da Pesquisa na internet: http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=6737 .

 

“...E como todo Código, o atual tem também os seus princípios, sendo estes denominados como da Socialidade, da Eticidade e da Operabilidade. Resumidamente, o primeiro deles – o da Socialidade – representa a prevalência dos valores coletivos sobre os individuais, sem olvidar-se o valor supremo da pessoa humana; o segundo deles – o da Eticidade – funda-se no valor da pessoa humana como fonte de todos os demais valores, priorizando a equidade, a boa-fé, a justa causa, o equilíbrio econômico, etc, e, por último – o da Operabilidade– que se traduz da efetivação do direito, uma vez que o direito é feito para ser operado e ser eficaz.

...

os princípios contratuais da boa-fé objetiva, da função social do contrato e do equilíbrio econômico do contrato, previstos nos artigos 421 e 422; além do instituto da resolução por onerosidade excessiva, capitulado nos 478 a 480 -- bem representam o âmago do moderno direito das obrigações e espelham, em último corolário, as Inovações da Parte Geral e os Princípios do Novo Código Civil.

De conseguinte, notório é, a meu juízo, que há um estreito imbricamento dos Princípios do Novo Código e os modernos institutos do Direito das Obrigações, na medida em que esses modernos institutos, em última instância, buscam não levar o contratante à ruína, à penúria, à marginalidade social, relativizando o vetusto e até então inatingível brocardo do pacta sunt servanda, agora muito mais fragilizado frente ao princípio da função social do contrato, por exemplo. (grifei).

Nesta nova visão ético-social destaca-se a teoria geral dos contratos que realça expressamente a função social inerente à liberdade de contratar, conforme se extrai do artigo 421 do novo Código Civil, que prevê:

“Art.421. A liberdade de contratar será exercida em razão e nos limites da função social do contrato”.

Outrossim, registra-se que ao lado do princípio da função social dos contratos tem-se o princípio da boa-fé objetiva, conforme se extrai do artigo 422, que prevê:

“Art. 422. Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como em sua execução, os princípios de probidade e boa-fé.”

Como se vê, por toda exposição, o que se objetiva alcançar é o Direito em sua concreção, ou seja, em razão dos elementos de fato e de valor que devem ser sempre levados em conta na enunciação e na aplicação da norma. Fica claro na exposição alhures, a relativização do princípio do pacta sunt servanda, quando em confronto com novos paradigmas contratuais da boa fé objetiva, função social do contrato e os princípios da socialidade, eticidade e operabilidade.

 

Nesse diapasão, observo que a função social do direito subjetivo obrigacional, consiste na manutenção de uma relação de cooperação entre os seus partícipes, possibilitando, ao término, a consecução do bem comum da relação jurídica, que é o adimplemento que se verificará da forma mais satisfativa ao credor (em favor do qual se constituiu a prestação) e da forma menos onerosa ao devedor, porquanto ele quer resgatar a sua liberdade, que fora cedida em razão da relação obrigacional.

Observa-se dos autos que a recusa da Requerida em efetuar o pagamento do exame em questão não pode ser levada a efeito já que não cabe à Requerida estabelecer quais são os exames que devem compor o tratamento ministrado no paciente, porquanto isto depende única e exclusivamente de decisão do médico responsável por seu tratamento. Conforme se observa dos documentos e também do relatório médico acostado aos autos, o exame Positron Emission Tomography (PET) – TC, já foi testado e aprovado pela comunidade médica sendo, no caso da Requerente, o mais indicado e eficaz ao seu tratamento. Interferir nisto é interferir no próprio ato médico, situação privativa e muito particular que deve ser repeitada pelo plano de saúde.

A atitude da Requerida em negar o pagamento de exame essencial indicado à paciente por seu médico de confiança contraria princípios basilares do Código de Defesa do Consumidor e da Constituição Federal, já que, em se tratando o contrato de meio essencial para garantir a saúde, o bem estar, e a vida do usuário do plano de saúde, não há que se admitir a exclusão de determinada cobertura, haja vista que o bem jurídico maior tutelado pelo ordenamento jurídico, é a vida do paciente, e não a “letra fria” do contrato de adesão firmado entre as partes.

Por fim, percebe-se claramente que a Requerida não está cumprindo o seu papel de forma coerente já que interfere na relação do médico/paciente e cinge a liberdade daquele na indicação do melhor tratamento/exame médico em prol de diminuição de custos, os quais não podem se sobrepor à vida e a dignidade humana da paciente/Autora.

Observo, assim, que a cláusula do contrato de plano de saúde que obsta todos esses direitos (vida e dignidade humana) à contratante/Autora, inobserva e afronta claramente tanto os princípios consumeristas previstos no Código de Defesa do Consumidor, como aqueles princípios que dão norte à nova sistemática Civil/Constitucional, todos já citados alhures.

Desta forma, DECLARO nula de pleno direito a cláusula do contrato que obstou a cobertura/pagamento do exame Positron Emission Tomography (PET) – TC e, de consequência, reconheço a procedência do pedido de obrigação de fazer consistente em determinar à parte Requerida que arque com os custos do exame em questão, confirmando-se a liminar deferida na movimentação número 06, dos autos. Outrossim, e pelos mesmos fundamentos, é forçoso reconhecer a improcedência do pedido contraposto apresentado pela Ré.



Escrito por Rejane às 08h51
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Sentença final - parte II

Do Dano Moral

 

Quanto ao dano moral, forçoso reconhecer que os constrangimentos advindos com a recusa da cobertura do exame Positron Emission Tomography (PET) – TC, vão muito além de mero dissabor, uma vez foi quebrada a legítima expectativa da Autora de receber o tratamento médido adequado para seu caso. Frise-se, ademais, que estamos tratando do direito da paciente a sua vida e de sua dignidade de pessoa humana.

Diante dos fatos comprovados nos autos, tenho que o dano moral experimentado pela parte Autora é presumível e configura-se independentemente da comprovação da dor física, psíquica ou emocional experimentada, ocorrência que doutrina e jurisprudência pátrias denominam “dano moral puro” (in re ipsa).

Presentes, portanto, os requisitos da responsabilidade objetiva da empresa Ré, quais sejam, conduta, dano e nexo entre os primeiros, impõe-se o acolhimento do pleito de reparação por danos morais.

Reconhecido o dever de indenizar, passo a análise do quantum indenizatório. Deve o valor ser norteado pela análise das condições sociais e econômicas das partes, bem como o grau de culpa no evento danoso por parte do responsável.

Atenta, assim, a todos os preceitos acima mencionados, e considerando, por fim, que o valor da indenização não deve causar o enriquecimento sem causa, nem tampouco frustrar o propósito da lei (prevenção e reparação), fixo o valor da indenização em [...].

Isto posto, nos termos do art. 269, I, do CPC, julgo PROCEDENTE o pedido inicial para CONDENAR a Requerida a pagar à parte Requerente, a quantia de [...], acrescida de correção monetária pelo índice do INPC e juros legais na ordem de 1% ao mês a contar da data da publicação da sentença. MANTENHO a liminar deferida na movimentação número 06, dos autos, tornado-a medida definitiva, impondo-se a procedência do pedido de obrigação de fazer.

Nos termos do art. 269, I, do CPC, julgo IMPROCEDENTE o pedido contraposto apresentado.

Transitada em julgado esta decisão, desde já, fica intimada a parte RÉ para, no prazo de 15 (quinze dias), pagar o valor da condenação, sob pena de, não o fazendo, submeter-se à execução/cumprimento de sentença, acrescida de multa de 10%, independentemente de nova citação ou intimação (art. 52, III e IV, da Lei 9.099/95 e art. 475-J, do CPC).

Sem custas processuais e honorários advocatícios, nos termos do art. 55, da lei 9.099/95.

 

 

P.R.I.

 

[...], 14 de setembro de 2010.

 

Lorena Prudente Mendes

 

Juíza Substituta

 

 

 

            Sei que sou suspeita em dizer que considero esta sentença linda. Mas é assim que a vejo: bem escrita, bem fundamentada, objetiva. Minha advogada disse que a chance de meu plano de saúde entrar com recurso é muito pequena, pois isso daria a oportunidade de ser pedido o aumento da indenização por dano moral. Por mim, tudo bem. Consegui o que precisava: fazer o exame. Depois eu penso no restante.

            Quero agradecer aqui às pessoas que me ajudaram neste processo: minha irmã Rosana, Drª. Thélcia de Moura Corrêa (minha  muito competente advogada), Drª. Daniella Zaborowsky Coelho (apoio jurídico da ABRALE), meu hematologista, meus amigos. A todos vocês, muito obrigada.      


 

 

 

 

 



Escrito por Rejane às 08h51
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Campanha do Linfoma ABRALE

Finalmente chegou a campanha do Linfoma! Eu sei que é meio estranho, mas me sinto animada quando ela começa. Talvez seja porque foi por causa dela que fiz ótimas amizades. Eu já contei essa história inúmeras vezes, então não vou me repetir (de novo!). Mas vou deixar aqui todas as informações sobre a campanha, e, a medida que for aparecendo novas ações, irei postando as novidades. 

 

15 de setembro: Dia Mundial de Conscientização sobre Linfoma

ABRALE lança campanha para estimular autoexame

Drica Moraes e Lima Duarte apoiam ação

Por ano, no Brasil, mais de 12 mil pessoas são diagnosticadas com linfoma. Isso significa que a cada hora mais de uma pessoa descobre ter esse câncer no sangue. Grande parte da população ainda desconhece a doença, que tem grande incidência em jovens e crianças.

Com o objetivo de alertar e informar a todos sobre a importância do diagnóstico precoce, sintomas e tratamento, no dia 15 de setembro acontecerá o lançamento da Campanha Mundial de Conscientização sobre Linfomas, realizada pela organização internacional Lymphoma Coalition (Linfoma Coalizão) em mais de 20 países, simultaneamente.

A ABRALE, representante da organização no Brasil, realiza uma campanha com o objetivo de alertar que todos devem estar atentos a qualquer tipo de alteração corporal, que é fundamental para um melhor tratamento e até para a conquista da remissão completa do linfoma.

“Hoje, se recém diagnosticado, o paciente com linfoma tem 70% de chances de cura”, afirma a Dra. Ana Lúcia Cornacchioni, onco-hematologista coordenadora do Comitê Científico da ABRALE.

Em 2010, com o slogan “Movimento contra o linfoma. Se toca. Quanto antes você descobrir, melhor” os materiais terão como principal chamativo a questão do toque, já que o inchaço dos gânglios, característica principal da doença, pode ser sentido com as mãos e, muitas vezes, observado a olho nu.

Para reforçar a mensagem com o público geral, os atores Drica Moraes e Lima Duarte, padrinho da campanha pelo quarto ano consecutivo, abraçam a causa e emprestam sua imagem à Campanha.

SOBRE O LINFOMA

O linfoma é o câncer do sistema linfático e origina-se com a alteração de um tipo de glóbulo branco, chamado linfócito (parte da defesa natural do corpo contra infecções). Seu principal sintoma é o inchaço indolor dos linfonodos (conhecido popularmente como íngua) no pescoço, nas axilas ou na virilha, além de febre, suor (geralmente à noite), cansaço, dor abdominal, perda de peso, pele áspera e coceira.

O linfoma se divide em duas categorias principais: o linfoma de Hodgkin e o linfoma não-Hodgkin. Segundo dados do Instituto de Câncer (INCA), em 2009 cerca de 2.800 pessoas foram diagnosticadas com linfoma de Hodgkin, que atinge com maior frequência pessoas de 25 a 30 anos de idade, enquanto o linfoma não-Hodgkin, mais comum na infância, atingiu mais de 9 mil pessoas no mesmo ano.

O tratamento de ambos é baseado em quimioterapia, radioterapia e medicamentos, chamados de anticorpos monoclonais. O transplante de   medula óssea só é indicado quando o paciente não responde bem ao tratamento ou se já tem um doador compatível.





Escrito por Rejane às 20h43
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Inseguranças

            Neste ano, surgiu um concurso público para professor de história da dança muito bom em uma cidade vizinha à minha. Mas eu não passei. Valeu pela experiência, de encarar pela primeira vez uma banca, e ter noção de como efetuar uma boa prova de desempenho didático. Entretanto, logo após este concurso, surgiu um outro na minha cidade, promovido pela Secretaria Estadual de Educação, o qual eu prestei. E aqui acho bom eu abrir um parêntese.

            Mesmo antes do linfoma, quando eu ainda estava na graduação em Dança, sempre tinha em mente que, um dia, o corpo cansa. Por este e mais uma série de fatores, me envolvi com a história da dança, inclusive tendo desenvolvido projetos de pesquisa na área durante os dois anos finais da faculdade. E, quando finalmente a terminei, decidi arriscar nessa área: voltei pra minha cidade, prestei novo vestibular (para História) e comecei a trabalhar em uma academia de dança local, já de olho no mestrado. Trabalhava e estudava focando esse nicho acadêmico, e tinha a vantagem de que existem poucos pesquisadores nesta área na minha atual universidade. Isso sem falar que, caso nada der certo e eu tiver que passar o resto da minha vida dando aulas fora da universidade, prefiro que elas sejam de história que de dança, pois são bem menos cansativas (e mais rentáveis, por incrível que pareça).

            O linfoma apenas reafirmou esta meta. Quando fiquei doente, faltava um ano para eu terminar o bacharelado em História. E não sem esforço de minha parte, consegui concluir o curso no tempo previsto, mesmo com o tratamento. Entretanto, pela legislação, eu não posso lecionar, já que eu ainda não tinha me licenciado, e somente me bacharelado nesta disciplina. Para suprir esta deficiência legal, me matriculei este ano em um curso de complementação pedagógica que equivalerá à minha licenciatura na área.

            Voltando ao concurso, quando fiz a inscrição desejava me inscrever para o cargo de professora de história. Mas como ainda não terminei a complementação pedagógica, acabei optando por concorrer ao cargo de professora de dança. Mas estava envolvida demais com o mestrado, com o curso de complementação aos sábados e com alguns problemas pessoais para me dignar a estudar para o concurso (e, para falar a verdade, só estudei pra valer na segunda fase do concurso que não passei, pois tive que pesquisar e preparar a aula sobre o ponto pedido; na primeira fase, fiz a prova objetiva por osmose). Qual não foi a minha surpresa quando li o resultado e vi que fui aprovada. Creio que fiquei uns quinze minutos encarando o monitor, completamente em choque.

            O primeiro choque, claro, se refere ao fato de eu ter passado em um cargo que eu definitivamente tinha decidido deixar pra trás. Mas, como vários provavelmente irão concordar, é uma loucura não assumir um concurso público, mesmo que seja para a Secretaria de Educação (alguns amigos e parentes estão me dando os pêsames ao invés de parabéns... mas eu prefiro nem entrar neste outro prisma), pois é uma estabilidade que se adquire, mesmo que seja mal-remunerada.

            O segundo choque veio quando fui finalmente chamada: para minha admissão, tenho que apresentar uma série de exames, entre os quais se encontram um raio-x do tórax (PA e perfil). Eu sei que não existe a possibilidade de eu não tomar posse do cargo por conta da doença; mas, por alguma razão, me lembrava da conferência da ABRALE do ano passado, quando conversei com um paciente de leucemia e ele disse que não prestava outros concursos (ele é funcionário do Banco do Brasil em Campinas/SP) porque ainda não tinha alta definitiva, e que nada impedia aos futuros empregadores de não o permitir tomar posse de qualquer cargo que fosse enquanto isso não acontecesse. Claro, é um pânico totalmente infundado, até porque caso esse impedimento realmente aconteça, sempre se pode entrar com um processo na justiça a este respeito.    

            Finalmente, ver que a justificativa nos pedidos de exame era a doença fez eu me sentir completamente exposta, a tudo e a todos. E eu consigo entender o quanto isso é irracional, já que todo mundo que eu conheço sabe que tive que me tratar - de certa maneira, até quem não me conhece, pois o blog é uma forma de exposição, e quem quer que leia isso pode manipular estas informações à vontade e sem a minha anuência, fora da finalidade específica para o qual ele foi criado.

Acho que o choque veio do fato de eu ter que expor algo que eu tenho me esforçado para manter vivo somente em determinados aspectos da minha vida, ou de ainda estar na fronteira imaginária entre o mundo doente e o mundo saudável. Mas não sei se algum dia eu farei parte, completa e impunemente, deste suposto mundo saudável, pois o meu histórico médico está indelevelmente marcado. Creio que é isso o que mais me incomoda.



Escrito por Rejane às 20h10
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Mural de informações

          Recebi um e-mail nesta semana que vale a pena ser comentado. Se trata do pedido de cadastro de doadores de medula óssea em qualquer hemocentro do país. O reproduzo na íntegra logo abaixo:

 

"Olá caros amigos,

 
No último sábado (17/07/2010) encontrei uma amiga minha de Araraquara/SP, chamada Valéria. Ela passou a última semana aqui em Campinas, no Hospital Boldrini, com o sobrinho Tiago Henrique Moreira Siqueira de 6 anos, que sofre de leucemia.
 
O Tiago já fez o tratamento com quimioterapia uma vez, mas a doença voltou. Agora, de acordo com os médicos, a única esperança do menino é encontrar um doador de medula compatível, já que os familiares não o são.
 
Para ajudar, basta ir até um hemocentro e se cadastrar como doador de medula óssea. São necessários apenas 5ml de sangue para fazer os testes. Alem do mais, seu nome constará em um cadastro nacional de doadores, desta forma esse gesto pode ajudar tanto o Tiago, como várias outras pessoas por todo o Brasil. Para quem estuda ou trabalha na UNICAMP fica até mais fácil, pois temos um hemocentro aqui mesmo (http://www.hemocentro.unicamp.br/).
 
Mais informações sobre a doação de medula óssea podem ser encontradas no site: http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=64
 
Antes que me perguntem se essa mensagem é um SPAM, notem que não estou pedindo que a encaminhem para toda sua lista de e-mails, mas que procurem ajudar se cadastrando como doadores de medula óssea no hemocentro mais próximo.
 
Obrigado pela atenção!
 
Mário Eduardo"

   
          Obrigada, Mário, por enviar este e-mail. Pode ter certeza de que farei minha parte sempre que necessário.


P.S.: a mãe da minha amiga fez o transplante em 14 de julho, e está passando bem. Agora, estamos todos na torcida para que a medula pegue logo!






 



Escrito por Rejane às 10h48
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